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Autores: Especialistas de segurança da BeyondTrust: Brad Hibbert, CTO | Morey Haber, VP de Tecnologia | Scott Carlson, Associado de Tecnologia | Brian Chappell, Diretor Senior em Arquitetura de Soluções
Chegou o momento do ano em que fazemos novamente uma retrospectiva do que motivou o mercado de soluções de segurança cibernética para TI no último ano, para desenvolvermos nossos planos para o próximo ano. Com tantos exploits públicos, violações de dados e alegações de fraudes, certamente não há falta de assunto para debater!
Parte do exercício de fazer as previsões é com base no que vimos e para onde acreditamos que o mercado está se direcionando. Portanto, mais uma vez neste ano, nossa equipe de especialistas em segurança cibernética se reuniu para debater e formular uma lista de previsões de segurança cibernética para 2018.
Para facilitar a navegação neste blog, dividimos nossas previsões em quatro categorias:
Em geral, as grandes organizações ainda são pouco maduras em termos de segurança cibernética; não seguem as regulamentações; e falham em aplicar as políticas que elas mesmas recomendam e exigem de outras empresas. No próximo ano, muitas empresas de grande renome serão citadas na mídia e as causas básicas serão tão chocantes quanto à violação ocorrida na OMB (Office of Management and Budget) americana.
Com o crescente aumento de celulares na maioria dos países, os spams (ou publicidade não solicitada) enviados a esses aparelhos aumentarão em 10.000% em virtude dos “botnets” de discagem automatizados que “inutilizam” a maioria dos telefones devido às diversas chamadas telefônicas recebidas de números não identificados. Este crescimento de spams em celulares força as operadoras a começar a exigir que os usuários adotem uma política de opção de aceitação (conhecida pela sigla “opt in”), de forma que apenas contatos conhecidos possam ligar para eles.
Os ataques à privacidade de celebridades continuarão. Registros de saúde serão roubados, indicando, por exemplo, os famosos que fizeram cirurgias plásticas, ou as mulheres que engravidaram, ou ainda os que estão “em “baixa” ou em “alta” do ponto de vista de saúde.
As infecções do tipo “gaming deleteware” aumentarão à medida que os botnets atacarão continuamente redes e dispositivos de games como sistemas Steam, Xbox, PlayStation, e Nintendo com a única intenção de deixar as máquinas inoperantes. O malware é descarregado como um aditivo de game, causando a necessidade de troca de milhões de dispositivos.
Os usuários que clicarem no termo “ad” para jogar um game gratuito, terão seu dispositivo com sistema iOS11 comprometido, vazando todos os dados armazenados no cofre de armazenamento de senhas Safari local.
O ano de 2017 comprovou que vulnerabilidades com praticamente 20 anos de existência estão sendo exploradas em redes corporativas (Verizon DBIR 2017), de forma que não se pode ignorá-las. Isto provavelmente vai continuar até as empresas adquiram o básico em termos de gerenciamento de vulnerabilidades, e balanceiem o risco/recompensa tornando as ações de ransomware bem menos atraentes.
A penetração através de servidores acontecerá como no caso da Equifax. Entretanto, os hackers continuarão a visar os usuários finais com ações de phishing mais sofisticadas e vírus malware se aproveitarão de desktops, onde os clientes possuem muito mais privilégios. Repetimos, não tire seus olhos dos usuários finais.
Ataques e pesquisas contra a tecnologia biométrica no Microsoft Hello, Laptops Surface, Samsung Galaxy Note, e Apple iPhone X serão os alvos mais valiosos para os pesquisadores e os hackers. Os resultados vão provar que essas novas tecnologias também são suscetíveis a comprometer sensores de identidade por toque, códigos de autorização e senhas.
À medida que vemos um crescimento na adoção dos últimos e melhores dispositivos, veremos os dispositivos, e agora a IoT, serem reciclados ciberneticamente. Esses dispositivos, incluindo telefones celulares, entretanto, não serão destruídos. Eles serão recolhidos, reformados e revendidos, embora estejam na fase de final de vida. A procura por ataques localizados contra esses dispositivos irá crescer, pois eles não recebem manutenção.
As organizações continuarão a aumentar os investimentos com segurança e novas soluções, entretanto continuarão a não manter uma atitude básica em termos de segurança, como fazer correções (patching). Os hackers continuarão a penetrar ambientes, potencializando vulnerabilidades conhecidas, onde as correções (patches) já existem há algum tempo. Independentemente de ser uma falha de colaborador, falta de recursos ou de prioridades operacionais, com certeza veremos este assunto destacado no próximo relatório de Violações da Verizon .
A adoção do gerenciamento de IAM e de privilégios continuará como uma camada de segurança obrigatória. Veremos mais fornecedores de segurança adicionando contexto de identidade em suas linhas de produtos. O contexto de identidade em tecnologias de Controle de Acesso à Rede (NAC) e micro segmentação vai aumentar à medida que as organizações investirem em tecnologias para minimizar o impacto de violações.
Os fornecedores começarão a investir mais pesadamente em implementações específicas de segurança na nuvem para os clientes que estão migrando para essa plataforma. Suportar Docker/conteiners, casos de uso DevOps, e exigir configurações de nuvem seguras são algumas das iniciativas que serão impulsionadas pelos clientes.
Ao longo de 2018, e com mais e mais organizações aceitando o fato de que violações são inevitáveis, haverá uma mudança de comportamento por parte das empresas em conter as violações em vez de tentar evitá-las. Isto não significa abandonar o muro de defesa, mas sim aceitar que ele não é perfeito, e mudar o foco apropriado para limitar o impacto da violação. As organizações irão focar novamente no básico das melhores práticas em segurança cibernética para capacitá-las a montar soluções eficazes que impeçam a ação dos hackers, sem afetar os usuários legítimos.
As organizações irão entrar em 2018 e perceberão o tamanho da tarefa para se tornarem compatíveis com essa regulamentação GDPR até 25 de maio de 2018, e haverá muito pânico no mercado. Essa regulamentação parece não ter sido bem entendida, e isto levou muitas organizações a deixá-la em “espera” e, muitas delas vão aguardar até ocorrerem as primeiras autuações, para reagir. Os EUA deram um prazo de mais de 2 anos após a aprovação da GDPR em lei (em 27 de abril de 2016) para as organizações se enquadrarem. Provavelmente haverá pouca tolerância para as companhias que não se adequarem e que sofrerem violações depois de 25 de maio. Aqueles que concluírem sua conformidade à lei GDPR antes do prazo irão se orgulhar à medida que observarem seus concorrentes sendo penalizados.
Após os pronunciamentos do atual presidente Donald Trump para “Esperar e Ver” como os EUA irão lidar com os inimigos estrangeiros, os EUA vão lançar um ataque cibernético coordenado no Irã e na Coréia do Norte em vez de enviar tropas físicas. Este “ato de guerra” será lançado preventivamente como o primeiro ataque à internet pública a partir de uma nação do primeiro mundo, e causará praticamente a destruição total dos recursos de internet nesses países.
Previsão No. 16 – Maior automação na resposta à segurança cibernética
O tamanho da ameaça à segurança cibernética continua a crescer durante 2018, levando a aumentos significativos no volume de dados sendo processados por equipes de segurança cibernética. Isto requer melhoria na automação das respostas das ferramentas de segurança, liberando assim as equipes de segurança para focar em ameaças de alto risco identificadas, e para se planejar eficazmente para as melhorias nas defesas. Maior uso de tecnologias de aprendizagem de máquinas e, a partir disto, resultados mais positivos levarão a um crescimento significativo nessa área.
À medida que a necessidade das empresas aumenta para se adotar uma solução de segurança de TI mais abrangente, a necessidade de uma integração eficaz entre os fornecedores também cresce. Isto vai gerar mais parcerias em tecnologia a médio prazo. A capacidade dos sistemas em trabalhar com dados relativamente desestruturados permitirá um intercâmbio de informações mais eficaz e, como resultado, visualizações bem mais ricas e mais recompensadoras em nossos cenários cibernéticos.
Os governos começarão a aprovar leis sobre segurança cibernética e o gerenciamento básico dos dispositivos IoT requerido para uma computação segura e protegida.
Observando um cenário futuro, além de cinco anos, os fornecedores de segurança irão surgir com algumas dessas tendências: